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Como os hormônios podem alterar os cabelos

Que os hormônios são responsáveis pelo pleno funcionamento do nosso organismo, todos nós já sabemos, mas não levamos tão a sério o fato de que podem também interferir na beleza dos cabelos. Quando há desequilíbrio na produção ou distribuição dos hormônios, podem ocorrer interferências em quase todas as atividades orgânicas. Na puberdade, com os chamados piques hormonais, pode haver aumentos e perdas hormonais. Na gestação, acontece um grande ajuste hormonal e, na menopausa, uma quebra brusca de hormônios.

E os cabelos não ficam de fora dessa turbulência hormonal. Eles mudam de textura, volume e aparência durante as várias fases da vida, e isso não ocorre apenas por causa de cortes, escovas ou tinturas. Os hormônios são os grandes responsáveis pelas alterações nos fios. Quando os cabelos estão rebeldes, ressecados, desidratados, armados e difíceis de pentear, podem estar sofrendo com o estresse, provocado pela falta ou pelo excesso de hormônios. “Quatro meses após o parto, os fios tendem a cair muito, o que caracteriza o chamado eflúvio telógeno agudo, causado pelo estresse emocional. Isso ocorre por que o estresse estimula a glândula suprarrenal a formar o hormônio masculino que age no couro cabeludo e faz os cabelos caírem”, explica a terapeuta capilar Sheila Bellotti.

O aumento do hormônio cortisol deixa o couro cabeludo mais oleoso, com dermatite seborreica, o que pode ocasionar queda. Para se ter uma ideia, duas semanas após o nascimento, os cabelos caem e depois nascem novamente. Isso ocorre devido ao estresse hormonal do parto.

 Na infância, os cabelos são mais finos, brilhantes e saudáveis. Durante a adolescência, as influências hormonais modificam a textura e o aspecto dos fios, que normalmente se tornam mais volumosos, com ondulações e ficam mais rebeldes. Já na fase adulta, ficam menos volumosos e voltam a ficar mais finos. Por volta dos 50 ou 55 anos, período de menopausa e andropausa, os cabelos ficam mais finos ainda e diminuem de volume.

 De acordo com a terapeuta capilar Sheila Bellotti, a temperatura e o clima também influenciam na aparência dos cabelos. Em dias mais úmidos, os fios tendem a ficar mais hidratados, maleáveis e saudáveis. Já nos dias secos, as madeixas retêm menor quantidade de água, por isso ficam com o aspecto arrepiado. Geralmente a raiz torna-se mais oleosa porque o couro cabeludo secreta mais sebo para tentar compensar a falta de água.

 Os cabelos sofrem também influências hormonais e alteram-se no decorrer da vida. Os primeiros cabelos são muito finos e sem pigmento, chamados de "lanugem", que começa a crescer após o quinto mês de vida intrauterina e que será substituída pela "penugem", de forma mais densa, cinco a seis meses após o nascimento. Já no sexto mês, aparece uma terceira geração, pela primeira vez com um ritmo de crescimento individual para cada cabelo. A adolescência é caracterizada por uma forte pigmentação e volume dos cabelos. Pode ser observada uma alteração da forma, traduzidos em ondas e recuo da linha de implantação frontal. Por fim, o crescimento diminui por volta dos 60 anos, e o cabelo retorna à sua origem, tornando-se novamente cada vez mais fino.

 

SHEILA BELLOTTI - Formada em estética corporal e facial pela Escola Payot. Graduada em Estética Capilar Avançada pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). MBA em Cosmetologia. Participação ativa em palestras, seminários e congressos nacionais e internacionais em países como Alemanha, Espanha, Itália e Chile. Especialista em Tricologia.

 

Fonte:

Assessoria de Imprensa Inovatum


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