Dezembro Laranja: a importância da prevenção do câncer de pele

Após o outubro rosa e o novembro azul, chegou a hora de colorir tudo de laranja! O recado não podia ser mais importante: esse é o terceiro ano que a Sociedade Brasileira de Dermatologia utiliza dezembro como mês simbólico para lembrar as pessoas da importância da prevenção do câncer de pele.

Você sabia que o câncer de pele é o tipo de tumor mais comum na população? Cerca de 25% dos cânceres são desse tipo. Ele acontece quando ocorre um crescimento anormal e descontrolado das células cutâneas. Existem alguns fatores de risco que aumentam as chances de algumas pessoas desenvolverem o câncer de pele, conheça os principais:

  • Danos solares: podem modificar as células e por isso pessoas que tomaram muito sol ao longo da vida e não se protegem adequadamente tem mais chance de desenvolver câncer de pele.
  • Idade: se o tempo de exposição solar é relevante, no decorrer da sua vida a pessoa adquire cada vez mais a chance de desenvolver esse tipo de câncer.
  • Cor da pele: pessoas de pele clara têm mais risco de desenvolverem a doença.
  • Hereditariedade: histórico de pessoas na família que tiveram câncer de pele é um importante fator de risco.
  • Imunidade muito baixa: o sistema imunológico enfraquecido aumenta as chances de desenvolver o câncer.

O câncer de pele é dividido em diferentes tipos de acordo com o local que eles atingem, conheça cada um:

Carcinoma basocelular (CBC)

É o mais comum dentre todos os tipos de câncer. Aparece nas células que estão na parte mais superficial da pele, a epiderme. O surgimento normalmente ocorre após uma lesão do DNA da célula, fazendo com que ela mude suas características. O CBC é tipo de câncer de pele menos agressivo, seu crescimento é devagar e dificilmente invade outros tecidos. Por causa da baixa letalidade, as chances de cura são altas quando há detecção precoce. Ele surge principalmente em regiões do corpo que estão expostas ao sol, como nosso rosto e pescoço. O CBC se apresenta como um pequeno nódulo cor da pele e sangra com facilidade. Ainda pode formar uma crosta e vazar algum líquido.

Carcinoma espinocelular (CEC)

O CEC é o segundo tipo mais comum dentre todos e pode se desenvolver em todas as partes do corpo, porém é mais comum nas áreas expostas ao sol e é mais frequente em homens do que em mulheres. A evolução do CEC é considerada mais agressiva e pode atingir outros órgãos caso não seja retirado com rapidez. Ele se apresenta como mancha ou nódulos nas regiões de dano solar na pele, como enrugamento, mudanças na pigmentação e perda de elasticidade. Normalmente, os CEC são avermelhados e tem aparência mais endurecida, com descamação e crostas no local, podendo vazar algum líquido. Ele cresce rapidamente e se parece com uma ferida que não cicatriza.

Melanoma

O Melanoma é o pior prognóstico entre os tipos de câncer de pele e tem o maior índice de mortalidade, felizmente é também o menos frequente. Tem origem nos melanócitos, as células que produzem melanina.  Apesar de ser mais agressivo, possui altas chances de cura se é precocemente diagnosticado. Assim como nos outros tipos, a tendência é que apareça nas áreas do corpo mais expostas à radiação solar.

O melanoma pode aparecer como uma pinta ou mancha existente que muda de aparência, seja na cor, formato ou tamanho. Pode também se apresentar como  uma nova mancha ou pinta de aparência pigmentada ou incomum na sua pele. A coceira, o sangramento e a não cicatrização também são indícios do melanoma.

No estágio inicial, o melanoma se desenvolve apenas na camada mais superficial da pele, facilitando a remoção cirúrgica e a cura do tumor. Nos estágios mais avançados, a lesão é mais profunda e espessa, o que aumenta a chance de metástase para outros órgãos e diminui as possibilidades de cura.

Diferente de alguns tipos de câncer, o de pele possui maneiras simples e essenciais para se prevenir. Conheça as mais importantes:

  • Cuidado com o sol: use filtro solar diariamente e reaplique pelo menos uma vez. Além disso, evite a exposição nos horários de sol mais forte, entre as 11h e 15h.
  • Visite o dermatologista: ir ao médico uma vez por ano é essencial para detectar precocemente o câncer de pele.
  • Conheça sua pele: fique atento aos detalhes e às mudanças da sua pele, eles podem indicar importantes sinais de que algo está errado.

Aproveite o dezembro laranja e se inspire: visite seu médico e compartilhe esses cuidados com a sua família!

Como eliminar estrias? A pergunta que não quer calar.

Cá entre nós, quem nunca quis dormir e acordar sem  estrias na pele? Ou então, livrar-se para sempre, com num passe de mágica, da temida celulite?

Por mais sedutor que isso possa parecer, não existem milagres quando falamos em tratamentos estéticos. Mas algumas técnicas podem ser bem promissoras e eficazes no combate às estrias e celulites.

As estrias, geralmente, são causadas pela perda e ganho de peso em curto espaço de tempo, o que faz com que a pele se estique e, em seguida, retorne ao seu tamanho normal muito rápido. Como todas as questões que envolvem o corpo humano, a prevenção será sempre o melhor remédio – mas alguns tratamentos e produtos podem te dar aquela “mãozinha”.

Associar as técnicas de acordo com a cor e o aspecto das estrias é o que garante a eliminação de até 80% delas. Interessada? Se você também quer se ver livre das estrias, confira as indicações abaixo com cinco métodos para eliminar de vez, ou ao menos suavizar, as marcas das estrias.

“Vale lembrar que alguns procedimentos não são indicados para gestantes, lactantes e para quem tem diabetes, hipertensão e problemas cutâneos. Procure sempre auxílio e indicação médica, antes de submeter-se a qualquer tratamento”.

1- Radiofrequência Fracionada – Essa tecnologia utiliza eletricidade através da Radiofrequência Subablativa Fracionada. A energia consegue penetrar de forma mais homogênea e profunda na pele, atuando na renovação até a derme, sem machucar muito a superfície, deixando a pele com uma textura mais lisa e firme. Esse procedimento pode ser utilizado em todo tipo de pele, independentemente da presença da melanina. Apresenta ótimos resultados, chegando a até 90% de eficácia, com baixo risco de complicações. O tratamento varia de três a cinco sessões, sendo realizada uma por mês. Contraindicado para grávidas.

2- Laser Ablativo Fracionado CO2 – O uso do laser pode ser dado em ambas as fases da estria: tanto avermelhada quanto branca. Na fase avermelhada, ele provoca fechamento dos pequenos vasos sanguíneos, estimulando a produção de colágeno, dando um aspecto mais natural à pele e diminuindo o tamanho das estrias. Quando está na fase esbranquiçada, ele também atua na formação de colágeno, mas aproximando as bordas da estria, preenchendo-as. Contraindicado para grávidas, pessoas em tratamento com isotretinoína, com herpes em atividade, pacientes com sensibilidade à luz (por exemplo: portadores de Lúpus e Pênfigo), pacientes em tratamento imunossupressor (como quimioterapia ou radioterapia), lesão pigmentar suspeita e com histórico de problemas de cicatrização (formação de queloides e hiperpigmentação). A quantidade de sessões é variável, sendo indicado até cinco mensais. Quando associado a outras terapias, como cremes à base de ácidos, seu resultado é potencializado e a chance de sucesso aumenta muito.

3- Subcisão – O que se realiza é a separação do tecido da pele na área afetada a partir do tecido mais profundo da estria, com uma agulha especifica. Com isso, o sangue e as células da coagulação e da cicatrização causam na área afetada uma cicatrização nova, para nivelar e deixar a pele mais homogênea. Torna-se mais eficiente se associada a outras técnicas.

4- Microdermabrasão ou Peeling de Cristal – Este tratamento tem como função eliminar a camada superficial da pele de uma forma suave, levando à regeneração das células na região. A pele será “lixada” através de cristais de óxido de alumínio. O número de sessões é variável – costuma-se realizar mensalmente, durante cinco meses.

5- Cremes com hidratante e ácidos, como o retinoico – Hidratantes com ácido retinoico são importantes para gerar colágeno e evitar estrias. Esses cremes funcionam como um complemento importante no tratamento, já que ajudam na hidratação e fazem com que a pele se renove mais rapidamente, estimulando a produção de novo colágeno. Associados aos demais tratamentos citados, tornam-se aliados importantíssimos na eliminação das estrias.

Comente com a gente: você já testou algum desses tratamentos? Utiliza cremes, como antiestrias, e está satisfeita com os resultados?

Fonte: entrevista com o médico Cristiano Ribeiro Velasco (Centro de Laser e Dermatologia do Hospital Daher/DF – Brasília) para o site M de Mulher.